Dor no umbigo: 17 principais causas (e o que fazer)

A dor no umbigo normalmente é sinal de alterações intestinais, como prisão de ventre, vermes intestinais, intestino irritável e até infecção intestinal. Mas também pode indicar problemas mais sérios como uma hérnia umbilical, apendicite ou pancreatite, por exemplo.

A dor no umbigo também pode acontecer pela irradiação da dor de outros órgãos do abdômen ou até por mudanças provocadas pela gravidez. Além disso, pode se manifestar de diferentes formas, como uma cólica, uma pontada, ser persistente ou estar acompanhada de outros sintomas, como vômitos, suor ou palidez.

Caso a dor no umbigo seja frequente, intensa e acompanhada por outros sintomas, é importante que o clínico geral ou gastroenterologista seja consultado para que seja feita uma avaliação e possa ser iniciado o tratamento mais adequado.

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O que pode ser a sua dor no umbigo

Para saber o que pode estar causando a dor no umbigo, por favor responda às seguintes questões:

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Em que lado sente a dor?

Esta ferramenta deve ser usada somente como orientação para tentar identificar a possível causa da sua dor no umbigo. Por isso, não deve substituir a consulta com o médico, que é o profissional capaz de confirmar o diagnóstico e recomendar o tratamento adequado.

17 principais causas de dor no umbigo

As principais causas de dor no umbigo são:

1. Hérnia umbilical

A hérnia é uma causa de dor que surge e se localiza diretamente no umbigo, e acontece quando uma parte do intestino ou outro órgão abdominal ultrapassa o revestimento do abdômen e se acumula entre os músculos e pele da região.

Geralmente, a dor surge ou piora ao realizar esforços, como tossir ou carregar peso, mas pode ser persistente ou se tornar intensa quando há um estrangulamento dos tecidos localizados na hérnia, com intensa inflamação local.

O que fazer: o tratamento da hérnia é orientado pelo cirurgião geral, que pode ser desde observação, já que em alguns casos ela pode regredir sozinha, ou cirurgia para correção. Entenda melhor o que é e como tratar a hérnia umbilical.

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2. Prisão de ventre

A prisão de ventre é uma importante causa de dor abdominal na região do umbigo, pois é comum que a distensão do intestino causada pelos gases ou fezes acumuladas estimule os nervos que passam pela região.

O que fazer: evitar a prisão de ventre, com uma alimentação rica em fibras, presentes em vegetais e grãos, além de hidratar-se com, pelo menos, 2 litros de água por dia, são importantes para manter um ritmo intestinal equilibrado e sem causar inchaços abdominais.

Medicamentos laxantes, como Lactulose, podem ser orientados pelo clínico geral, caso seja de difícil melhora. Confira algumas dicas para combater a prisão de ventre.

3. Gravidez

A mulher grávida pode apresentar dor ou desconforto no umbigo em qualquer período da gestação.

A dor no umbigo na gravidez costuma ser normal e acontece porque o crescimento da barriga distende o ligamento fibroso do abdômen que se insere no umbigo, situação que enfraquece a parede do umbigo e pode provocar uma hérnia umbilical.

Além disso, a compressão e distensão do útero e de outros órgãos abdominais pode estimular nervos da região e causar a sensação de dor no umbigo, sendo mais intensa no final da gravidez.

O que fazer: caso a dor seja leve ou suportável, é possível apenas observar, pois ela tende a desaparecer sozinha, mas caso seja difícil suportar, o obstetra pode indicar o uso de analgésicos, como paracetamol.

Além disso, deve-se observar sinais de vermelhidão, inchaço ou secreção no umbigo, o que pode indicar uma infecção ou caso a dor se torne intensa. Entenda melhor sobre as possíveis causas de dor no umbigo na gravidez e o que fazer.

4. Gastroenterite

A diarreia que acontece por uma gastroenterite ou intoxicação alimentar, por exemplo, pode vir acompanhada de dor ao redor do umbigo, apesar de poder surgir em qualquer região do abdômen, devido à inflamação que surge nesta situação.

A dor pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e febre, com duração, em média, de 3 a 7 dias.

O que fazer: deve-se preferir uma alimentação leve, de fácil digestão, com pouca gordura e grãos, além de manter-se hidratado com água, chás e suco.

Medicamentos analgésicos e antiespasmódicos, como dipirona e hioscina, podem ser usados para aliviar a dor, mas caso os sintomas se tornem intensos, durem mais de 1 semana ou acompanhados de sangramento ou febre acima 39ºC, é importante ir ao pronto-socorro para uma avaliação médica.

Leia também: O que comer durante a gastroenterite (com cardápio) tuasaude.com/dieta-para-gastroenterite

5. Apendicite

A apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno anexo que está ligado ao intestino grosso, que, inicialmente, provoca dor ao redor do umbigo e que migra para a região inferior direita do abdômen, se tornando mais intensa, após algumas horas.

Esta inflamação também é acompanhada de náuseas, vômitos, perda de apetite e febre, além da característica piora da dor com a descompressão abdominal, após apertar e soltar pontos específicos do abdômen.

O que fazer: na presença de sintomas de indiquem esta doença, é necessário ir ao pronto-socorro para que o médico faça uma avaliação e faça o diagnóstico correto.

Se for confirmada, o tratamento é feito através de cirurgia e uso de antibióticos. Entenda melhor como identificar e tratar a apendicite.

6. Colecistite

É a inflamação da vesícula biliar, que geralmente acontece pelo acúmulo de cálculos que impedem a saída da bile, e causa dor abdominal e vômitos, que pioram após a alimentação.

Na maioria das vezes, acontece uma dor na região superior direita do abdômen, mas que também pode ser sentida no umbigo e irradiar para as costas.

O que fazer: no caso de sintomas que indique esta inflamação, é importante ir ao pronto-socorro, para avaliação médica e realização de exames.

O tratamento é indicado pelo médico, e pode ser feito com antibióticos, mudanças na alimentação, hidratação pela veia e a realização de cirurgia para retirada da vesícula.

7. Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é caracteriza pela dor abdominal que melhora após evacuação, e é mais comum na parte inferior da barriga, mas que pode variar e surgir em qualquer região.

Essa dor no umbigo costuma ser associada a inchaço, gases intestinais e alternância do hábito intestinal entre diarreia e prisão de ventre.

O que fazer: a confirmação desta síndrome é feita pelo gastroenterologista, que poderá orientar o tratamento com uso de medicamentos analgésicos e antiespasmódicos para aliviar a dor, simeticona para redução dos gases, laxantes para períodos de prisão de ventre e fibras e antidiarreicos para períodos de diarreia.

É comum que está doença surjam em pessoas ansiosas, sendo recomendado procurar apoio psicológico e diminuição do estresse. Saiba se é e como tratar a síndrome do intestino irritável.

8. Pancreatite

A pancreatite é uma grave inflamação do pâncreas, o principal órgão responsável pela digestão dos nutrientes no intestino, que causa forte dor na região central do abdômen, que pode irradiar para as costas e ser acompanhada de náuseas, vômitos e febre.

Ela pode ser aguda, na qual estes sintomas são mais evidentes, ou crônica, quando a dor é mais leve, persistente, e há alterações na absorção dos alimentos.

Como a pancreatite pode se tornar grave, na presença desses sintomas, deve-se procurar o atendimento médico imediatamente.

O que fazer: em caso de sintomas que indiquem a pancreatite, é necessária uma avaliação médica, que poderá confirmar a presença desta doença, e indicar o tratamento correto, feito com restrições na dieta, hidratação na veia e medicamentos antibióticos e analgésicos.

Apenas em casos graves e com complicações, como perfuração, pode ser indicado procedimento cirúrgico. Entenda melhor como identificar e tratar a pancreatite aguda e crônica.

9. Doença inflamatória intestinal

A doença inflamatória intestinal, caracterizada pela doença de Crohn ou pela retocolite ulcerativa, é a inflamação crônica do revestimento dos intestinos, de causa autoimune.

Alguns dos sintomas que estas doenças podem provocar incluem dor abdominal, que pode surgir em qualquer local, apesar de ser mais comum na região inferior do abdômen, diarreia e sangramento intestinal.

O que fazer: o tratamento desta doença é orientado pelo gastroenterologista, com medicamentos para aliviar as dores e para acalmar inflamação e a diarreia.

Nos casos mais graves, pode ser indicada a realização de uma intervenção cirúrgica, de forma a remover porções do intestino que possam ter sido afetadas e danificadas pela doença. Entenda melhor o que é a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

10. Isquemia intestinal

Alterações no fluxo de sangue para o intestino, causadas por doenças como doença isquêmica aguda, crônica ou trombose venosa, por exemplo, provocam dor abdominal, que pode ser localizada no umbigo.

Isso ocorre devido a inflamação e morte do tecido pela ausência de sangue, e que pode ser súbita ou persistente, dependendo da causa e do vaso sanguíneo afetado.

Esta situação pode surgir devido à aterosclerose dos vasos sanguíneos intestinais, ou por outras situações como espasmo dos vasos, queda súbita da pressão, insuficiência do coração, câncer intestinal ou por efeito colateral devido ao uso de drogas, por exemplo.

O que fazer: o tratamento depende da sua causa, e é feito gastroenterologista, geralmente com controle da alimentação e uso de remédios analgésicos, podendo ser indicado o uso de remédios para dissolver o coágulo, para melhorar o fluxo de sangue ou uma cirurgia para remoção de coágulos ou a parte do intestino inflamada.

11. Diverticulite

A diverticulite é uma doença intestinal caracterizada pela inflamação do divertículo, uma pequena estrutura que pode ser encontrada ao longo da parede intestinal.

Essa inflamação é mais comum de ser observada na parte final do cólon, resultando em dor na parte de baixo do abdômen. 

Outros sintomas de diverticulite incluem febre, perda de apetite, náusea, inchaço e períodos de prisão de ventre e diarreia. Confira outros sintomas de diverticulite.

O que fazer: é importante que o gastroenterologista seja consultado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, que normalmente envolve o uso de antibióticos e analgésicos.

Além disso, é recomendado que a pessoa permaneça em repouso e tenha uma alimentação mais líquida, pois assim é possível favorecer a recuperação do intestino.

12. Distensão abdominal

A prática de exercícios abdominais de forma intensa pode causar microlesões nos músculos abdominais, provocando dor na região em torno do umbigo.

Essa dor tende a piorar com o movimento e é mais comum de ser sentida por pessoas que normalmente não trabalham esses músculos.

O que fazer: para aliviar a dor, é indicado fazer compressas geladas no local e, em alguns casos, pode ser indicado pelo médico o uso de medicamentos analgésicos.

13. Infecção urinária

A infecção urinária apesar de, normalmente, causar dor na região inferior do abdômen, pode causar a irritação de nervos próximos ao umbigo, principalmente durante o ato de urinar, e resultar em dor no umbigo.

Outros sintomas de infecção urinária são dor ou ardor ao urinar, urina turva e vontade frequente para urinar, por exemplo. Conheça outros sintomas de infecção urinária

O que fazer: o tratamento é feito pelo ginecologista ou urologista com o uso de antibióticos, como fosfomicina, nitrofurantoína, amoxicilina, ou ciprofloxacino, por exemplo.

Além disso, também é recomendado beber bastante água ou sucos de fruta, durante todo o tempo de recuperação, pois ajudam a eliminar a urina, contribuindo para a eliminação das bactérias.

Leia também: Tratamento para infecção urinária: antibióticos e remédios caseiros tuasaude.com/tratamento-para-infeccao-urinaria

14. Úlcera péptica

A úlcera péptica é uma ferida no revestimento do estômago ou duodeno que causa dor de estômago em queimação ou cólica, podendo afetar o umbigo ou o meio do peito.

Outros sintomas são excesso de gases, arrotos frequentes, náuseas, vômitos, perda do apetite ou sensação de estômago inchado.

Leia também: 7 sintomas de úlceras no estômago (e quem tem mais risco) tuasaude.com/sintomas-de-ulcera-no-estomago

A úlcera péptica normalmente é causada por infecção por H. pylori ou até pelo uso frequente de anti-inflamatórios não esteroides.

O que fazer: deve-se consultar o gastroenterologista que pode indicar o uso de remédios para diminuir a acidez do estômago, como omeprazol, e antibióticos para H. pylori.

15. Infecções na pele

A dor no umbigo também pode ser causada por infecções na pele dessa região, por bactérias ou fungos por exemplo.

Essas infecções podem surgir por traumas na pele, uso de piercing no umbigo ou fricção com roupas apertadas, por exemplo.

Além da dor no umbigo, outros sintomas podem estar presentes, como mau cheiro no umbigo, coceira ou presença de sangue ou pus.

Leia também: Umbigo fedido: 6 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/umbigo-fedido

O que fazer: deve-se consultar o dermatologista que pode indicar o uso de analgésicos para dor e antibióticos na forma de pomada ou comprimido, para combater bactérias ou fungos.

Além disso, é importante manter o umbigo sempre limpo e seco. Veja como cuidar o piercing inflamado.

16. Obstrução intestinal

A obstrução intestinal é uma situação de emergência que acontece quando as fezes não conseguem passar pelo intestino devido à uma interferência no seu trajeto.

Isso pode causar sintomas, como dificuldade para evacuar ou eliminar gases, inchaço da barriga, náuseas ou dor abdominal que pode irradiar para o umbigo.

A obstrução intestinal pode ser causada por fezes impactadas, doenças neurológicas ou tumor, por exemplo.

O que fazer: o tratamento para a obstrução intestinal varia de acordo com a localização e a gravidade dos sintomas, devendo sempre ser feito no hospital, já que pode ser necessária a realização de cirurgia. 

Leia também: Obstrução intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/obstrucao-intestinal

17. Onfalite

A onfalite é inflamação do umbigo de recém-nascidos e da área ao redor.

Essa inflamação pode provocar dor no umbigo, vermelhidão, inchaço ou saída de pus pelo umbigo.

O que fazer: o tratamento é feito pelo pediatra e, normalmente, envolve o uso de antibióticos. Nos casos mais graves, pode ser indicada a realização de cirurgia. Saiba mais sobre como é o tratamento da onfalite.

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