Os linfócitos baixos podem acontecer devido a infecções por vírus, deficiências nutricionais, doenças autoimunes ou efeitos colaterais de alguns tratamentos, como quimio e radioterapia.
É considerado linfócito baixo quando são identificados menos de 1000 linfócitos por mm3 de sangue, também conhecido como linfopenia, nessa condição alguns sintomas como cansaço, fraqueza e infecções frequentes são observados.
Leia também: Linfopenia: o que é, causas e o que fazer tuasaude.com/linfopeniaO tratamento dos linfócitos baixos varia conforme a causa, por isso é importante a avaliação médica do clínico geral ou hematologista para identificar a causa e o tratamento mais adequado.

Principais causas de linfócitos baixos
As principais causas de linfócitos baixos são:
1. Infecções virais
Algumas infecções por vírus, como COVID-19, influenza, hepatite ou HIV, podem reduzir temporariamente a contagem de linfócitos no sangue devido a intensa resposta do sistema imunológico ao vírus.
Como tratar: O tratamento pode variar de acordo com o tipo de infecção, de forma que o médico pode indicar o uso de medicamentos antivirais, repouso, hidratação e/ ou monitoramento médico para garantir a recuperação adequada dos linfócitos.
2. Deficiências nutricionais
A ausência de alguns nutrientes na dieta, como vitamina B12, folato e zinco, pode interferir na formação das células de defesa do corpo, incluindo os linfócitos, e no funcionamento do sistema imunológico, provocando sintomas como cansaço, fraqueza, palidez ou confusão mental.
Como tratar: É recomendado que o nutricionista, nutrólogo ou clínico geral seja consultado para que seja confirmada a deficiência nutricional e, assim, possam ser indicadas alterações na alimentação e o uso de suplementos, em alguns casos.
3. Lúpus eritematoso sistêmico
O lúpus é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca células saudáveis do organismo, incluindo os linfócitos, causando sintomas como fadiga intensa, dores articulares, manchas vermelhas na pele e queda de cabelo. Confira outros sintomas do lúpus.
Como tratar: O médico reumatologista é o responsável pelo diagnóstico da doença e geralmente prescreve medicações para controlar os sintomas, como anti-inflamatórios e corticoides, e imunossupressores para diminuir a atividade exagerada do sistema imunológico.
4. Artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma condição autoimune que provoca inflamação nas articulações, gerando sintomas como dor, inchaço, rigidez e, em casos mais avançados, até deformidades.
Por ser uma doença autoimune, o próprio organismo pode destruir ou prejudicar a produção de células saudáveis, incluindo os linfócitos, que podem estar baixos no caso de artrite reumatoide.
Como tratar: O reumatologista pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores para aliviar os sintomas e controlar a ação do sistema imunológico. Além disso, a fisioterapia pode ser indicada para manter a qualidade de vida. Veja mais detalhes do tratamento para artrite reumatoide.
5. Quimioterapia e radioterapia
A quimioterapia e a radioterapia são tratamentos que podem inibir temporariamente a produção de linfócitos devido à ação direta sobre as células da medula óssea.
Como tratar: O acompanhamento do médico responsável pelo tratamento é importante para monitorar os níveis de linfócitos e indicar, se necessário, o uso de medicamentos que estimulam a produção de células sanguíneas, como filgrastim e o sargramostim.
6. Anemia aplásica
A anemia aplásica é uma condição rara onde a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas suficientes, como hemácias, leucócitos, linfócitos e plaquetas, o que leva ao aparecimento de sintomas como fadiga extrema, palidez e infecções frequentes. Conheça mais sobre anemia aplásica.
Como tratar: O tratamento deve ser orientado pelo hematologista, que pode recomendar transfusão de sangue, uso de remédios imunossupressores, como ciclosporina, uso de remédios estimulantes da medula óssea, como filgrastim, ou transplante da medula óssea, em alguns casos.
7. Linfoma
O linfoma é um câncer que afeta diretamente a produção dos linfócitos que pode provocar sintomas como aumento dos gânglios linfáticos, febre, suores noturnos e perda de peso.
Leia também: Linfoma: o que é, tipos, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/linfomaComo tratar: O tratamento do linfoma deve ser orientado pelo médico hematologista, que pode indicar a realização de quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea.
Principais sintomas
Os sintomas dos linfócitos baixos podem variar de acordo com a causa principal e a gravidade, sendo os principais:
- Cansaço e fraqueza persistentes;
- Infecções frequentes;
- Dores musculares e articulares;
- Febre recorrente;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Linfonodos aumentados.
Na presença desses sintomas, o médico deverá ser consultado para que seja investigada a causa da alteração e, assim, ser iniciado o melhor tratamento.
Como saber se os linfócitos estão baixos
A diminuição da quantidade de linfócitos é diagnosticada por meio de exames laboratoriais, principalmente o hemograma completo.
Insira os resultados do seu hemograma na calculadora a seguir para saber se os níveis dos linfócitos estão dentro dos valores de referência:
Caso o exame indique níveis baixos de linfócitos, o médico pode solicitar a realização de exames adicionais para investigar a causa específica, como por exemplo:
- Teste de autoanticorpos, caso haja suspeita de doenças autoimunes, como Lúpus e Artrite reumatoide;
- Teste para infecções virais, com COVID-19 e HIV;
- Tomografia e radiografia, se houver suspeita de linfomas;
- Avaliação de deficiências nutricionais, através de exames laboratoriais e sintomas.
É essencial que pessoas com linfócitos baixos busquem acompanhamento médico para identificar a causa principal e iniciar o tratamento adequado, reduzindo os riscos à saúde.