Óleo de prímula (onagra): para que serve e como usar

O óleo de prímula, também conhecido como óleo de onagra, é um suplemento rico em ácido gama-linolênico, também chamado de ômega-6, que é um tipo de ácido graxo com propriedades anti-inflamatórias. Por essa razão, este tipo de óleo geralmente é para auxiliar no tratamento de diversas condições de saúde como TPM, menopausa ou artrite reumatóide, além de ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares, melhorar a saúde da pele e prevenir a queda de cabelo, por exemplo.

Esse óleo é extraído das sementes da planta Oenothera biennis e pode ser encontrado em lojas de produtos naturais em forma de cápsulas ou como líquido, devendo ser consumido de acordo com a orientação do médico ou fitoterapeuta.

Para potencializar os efeitos do óleo de prímula, é recomendado que seja consumido juntamente com pequenas doses de vitamina E, para melhorar sua absorção e seus benefícios para a saúde. Confira uma lista completa de alimentos ricos em vitamina E.

Óleo de prímula (onagra): para que serve e como usar

Para que serve

O óleo de prímula é rico em ácido gama-linolênico, com propriedades anti-inflamatórias, sendo que as principais indicações para o seu uso são:

1. Aliviar os sintomas da TPM

O óleo de prímula é rico em ácido gama-linolênico, um tipo de ácido graxo essencial para a produção de prostaglandina E1, que é uma substância que quando tem seus níveis baixos, pode aumentar a sensibilidade do corpo ao hormônio prolactina, responsável pelo surgimento dos sintomas da TPM como inchaço, sensibilidade nas mamas, irritabilidade, depressão, compulsão por determinados alimentos ou dor de cabeça.

Desta forma, o óleo de prímula ajuda a prevenir a sensibilidade à prolactina e a aliviar os sintomas da TPM.

2. Reduzir as ondas de calor da menopausa

O ácido gama-linolênico do óleo de prímula também pode ajudar a reduzir a frequência, intensidade e duração das ondas de calor relacionadas com a menopausa.

Um estudo [1] que mostrou esse benefício foi realizado com a dose de 500 mg de óleo de fórmula em cápsula, duas vezes ao dia, durante 6 semanas, mostrando ser uma opção para reduzir as ondas de calor na menopausa.

3. Ajudar no tratamento da pressão alta

Alguns estudos [2,3] mostram que o óleo de prímula pode auxiliar no tratamento da pressão alta, pois ajuda a reduzir a pressão sanguínea quando utilizado na forma de cápsulas de 500 mg, duas vezes ao dia.

No entanto, o óleo de prímula não mostrou ser eficaz para reduzir a pressão sanguínea durante a gravidez ou pré-eclâmpsia.

4. Prevenir doenças cardiovasculares

Um estudo [4] realizado com ratos, mostram que o ácido gama-linolênico do óleo de prímula ajuda a diminuir o colesterol ruim, que é responsável por formar placas de gordura nas artérias, e aumentar o colesterol bom. Além disso, devido sua ação anti-inflamatória, ajuda a prevenir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como aterosclerose, infarto ou derrame cerebral.

No entanto, são necessários mais estudos em humanos que comprovem esse benefício.

5. Prevenir a trombose

O ácido gama-linolênico do óleo de prímula tem ação antiagregante, que pode ajudar na diminuição da formação de coágulos no sangue e melhorar o fluxo sanguíneo, e por isso, pode auxiliar na prevenção da trombose ou outros problemas cardiovasculares, como infarto, por exemplo.

6. Melhorar a saúde da pele

Os ácidos linoléico e gama-linolênico do óleo de prímula possuem ação anti-inflamatória, que ajudam a melhorar a elasticidade, umidade e firmeza da pele. Além disso, o óleo de prímula ajuda a reduzir a vermelhidão e secura da pele, podendo ser usado para auxiliar no tratamento de problemas inflamatórios da pele, como acne, eczema, psoríase ou dermatite, por exemplo.

7. Prevenir a queda de cabelo

O óleo de prímula pode ajudar a promover o crescimento do cabelo e prevenir a queda, devido a ação anti-inflamatória do ácido gama-linolênico, além de melhorar a nutrição do couro cabeludo, reduzir os danos nos folículos e estimular a multiplicação de células saudáveis, favorecendo o crescimento saudável dos fios.

Além disso, a deficiência de ácidos graxos pode causar queda de cabelo, pois é um elemento essencial para a saúde do cabelo, e por isso, o óleo de prímula pode ser usado para prevenir a queda de cabelo.

8. Auxiliar no tratamento de artrite reumatoide

Devido às propriedades anti-inflamatórias do ácido gama-linolênico, o óleo de prímula pode ajudar a reduzir a dor causada pela artrite reumatóide, podendo ser usado para auxiliar no tratamento dessa doença inflamatória.

Como usar

O óleo de prímula pode ser usado na forma de cápsulas ou na forma líquida, não existindo uma dose padrão, e por isso deve sempre ser usado com orientação médica ou de um fitoterapeuta.

1. Cápsulas de óleo de prímula

As cápsulas de óleo de prímula devem ser tomadas por via oral, sendo que a dose geralmente recomendada pela maioria dos fabricantes é de 1 cápsula de 500 mg, de 1 a 2 vezes ao dia, antes das principais refeições.

O tempo de uso do óleo de prímula deve sempre ser feito conforme a orientação médica de acordo com a condição a ser tratada.

2. Óleo de prímula líquido

O óleo de prímula líquido pode ser usado de forma tópica, sobre a pele. Antes do uso, deve-se fazer um teste de alergia, colocando uma gota do óleo de prímula líquido na parte interna do antebraço e cobrir com uma gaze por 24 horas. No caso da pele ficar irritada, vermelha ou coçando, o óleo de prímula não deve ser usado, pois indica alergia aos seus componentes.

Para usar o óleo de prímula sobre a pele, é necessário misturá-lo com outro óleo carreador, como óleo de coco ou óleo de amêndoas doce, por exemplo, antes do seu uso. Em seguida, aplicar essa mistura na pele afetada ou no couro cabeludo com o cabelo seco para facilitar a penetração das substâncias ativas do óleo. Aguardar cerca de 30 minutos e lavar a pele ou o cabelo como habitual.

Possíveis efeitos colaterais

Embora seja bem tolerado, o óleo de prímula pode causar efeitos colaterais especialmente quando ingerido em quantidades maiores do que as recomendadas, podendo surgir dor de cabeça, dor abdominal, vômito ou diarreia.

Os efeitos colaterais do óleo de prímula quando aplicado sobre a pele ainda não são conhecidos, por isso, o seu uso deve ser feito somente com orientação médica ou de um profissional de saúde com experiência em fitoterápicos.

Quem não deve usar

O óleo de prímula não deve ser usado por pessoas que possuem alergia às plantas da família das onagráceas, como a prímula, ou ao ácido gama-linolênico.

Esse óleo só deve ser usado por crianças ou mulheres grávidas se recomendado pelo médico.

O óleo de prímula deve ser evitado nos casos de epilepsia, problemas de coagulação no sangue ou utilização de remédios anticoagulantes ou anti-inflamatórios. Além disso, não deve ser usado juntamente com medicamentos para tratamento de doenças mentais, como a clorpromazina, tioridazina, trifluoperazina e flufenazina, por exemplo, nem com remédios para baixar a pressão, como a losartana.

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