Síndrome respiratória aguda grave: sintomas, causas e tratamento

Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é infecção pulmonar grave caracterizada pela presença de pelo menos dois sintomas gripe, junto com outros sintomas como falta de ar, dificuldade respiratória, sensação de pressão no peito ou lábios azulados.

A SRAG ou SARS pode ser causada por vírus, como coronavírus ou Influenza H1N1, ou bactérias, e deve ser tratada rapidamente com ajuda médica, pois pode evoluir rapidamente para uma insuficiência respiratória grave, que pode colocar a vida em risco.

Por isso, é importante procurar o pronto-socorro mais próximo sempre que surgirem os sintomas da SRAG, para que seja identificada e iniciado o tratamento mais adequado imediatamente para evitar o agravamento da pneumonia e complicações respiratórias. Veja que sintomas podem indicar outros tipos de pneumonia.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de SRAG

Os principais sintomas da síndrome respiratória aguda grave são:

  • Falta de ar;
  • Dificuldade para respirar;
  • Desconforto respiratório;
  • Sensação de pressão no peito;
  • Dor no tórax;
  • Lábios, dedos ou rosto azulados ou arroxeados.

É considerado que a pessoa a apresenta síndrome respiratória aguda grave, quando tem os sintomas de SRAG e pelo menos dois sintomas de gripe, como febre alta, tosse, dor de garganta, calafrios, dor de cabeça ou nariz escorrendo, por exemplo.

Leia também: 10 principais sintomas de gripe (e como aliviar) tuasaude.com/sintomas-de-gripe

Em bebês ou crianças ainda pode ser notada a perda do apetite, podendo também ocorrer desidratação.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da SRAG é feito pelo clínico geral ou pneumologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde, história de contato com pessoas doentes e exame físico auscultando os pulmões para verificar se existem ruídos na respiração.

Marque uma consulta com o pneumologista na região mais próxima de você:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Além disso, o médico deve avaliar a saturação de oxigênio no sangue e solicitar exames de imagem de raio X do tórax ou tomografia computadorizada.

Outros exames que o médico pode solicitar são hemograma completo, hemoculturas, cultura de escarro, teste de antígeno pneumocócico ou RT-PCR no caso de suspeita de COVID-19, por exemplo.

Possíveis causas

A síndrome respiratória aguda grave pode ser causada por infecções por vírus ou bactérias, como:

  • Influenza A;
  • Sars-Cov-2;
  • Adenovírus;
  • Hantavirus;
  • Vírus sincicial respiratório (VSR);
  • Streptococcus pneumoniae;
  • Legionella sp.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a SRAG incluem idade, sendo mais comum em bebês ou idosos, mulheres em até 2 semanas após o parto, histórico de problemas ou doenças pulmonares, doenças hematológicas, diabetes mellitus e problemas cardíacos.

Outro fator que aumenta o risco do SRAG é o sistema imunológico enfraquecido, devido a infecções como HIV, câncer ou uso de remédios imunossupressores, por exemplo.

O contato com os microrganismos podem levar a uma resposta exagerada e descontrolada do sistema imunológico, com liberação de substâncias inflamatórias, como as citocinas, causando lesões graves nos alvéolos pulmonares, o que leva ao surgimento dos sintomas.

Transmissão da SRAG

A SSRG é transmitida da mesma forma que a gripe comum, através do contato direto com a saliva ou secreções nasais liberadas de pessoas doentes, quando tossem ou espirram, principalmente no período em que há manifestação dos sintomas.

Além disso, a SRSG também se transmite através de beijos e, por isso, deve-se evitar o contato muito próximo com outras pessoas doentes, especialmente caso exista troca de saliva.

Como é feito o tratamento

O tratamento da SRAG deve ser orientado pelo clínico geral ou pneumologista e depende da gravidade dos sintomas.

Por isso, caso sejam leves, a pessoa pode ficar em casa, mantendo o repouso, alimentação balanceada e bebendo água para fortalecer o corpo e combater o agente infeccioso responsável pela doença e evitar contato com pessoas que não estejam doentes ou que não receberam a vacina da gripe H1N1.

Além disso, o médico pode indicar o uso de remédios analgésicos e antipiréticos, como o paracetamol ou a dipirona, para aliviar o desconforto e facilitar a recuperação, e uso de antivirais, como o oseltamivir ou zanamivir, para reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção.

Já no casos da SRAG ter sido causada infecção bacteriana, o médico pode indicar o uso de antibióticos, que variam de acordo com o tipo de bactéria.

Nos casos mais graves, em que a respiração está muito afetada, pode ser preciso internamento hospitalar para fazer os remédios diretamente na veia e receber ajuda de aparelhos para respirar melhor.

Confira ainda alguns remédios caseiros para aliviar os sintomas durante a recuperação.

Como prevenir

Para prevenir a SRAG, é recomendado:

  • Evitar permanecer em ambientes fechados ou com muitas pessoas e com pouca circulação de ar por muito tempo, como shoppings ou academias;
  • Evitar o contato com pessoas que estejam com doentes;
  • Lavar bem as mãos, ao ter contato com pessoas doentes ou locais onde essas pessoas estiveram;
  • Passar álcool gel nas mãos frequentemente;
  • Usar máscaras de proteção para evitar a transmissão pela saliva;
  • Evitar tocar em superfícies e levar as mãos nos olhos, boca ou nariz;
  • Não tocar na boca ou olhos caso se tenha as mãos sujas;
  • Evitar compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias, como talheres, copos e escovas de dentes;
  • Cobrir sempre o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável ou a roupa.

Além disso, deve-se lavar as mãos regularmente, utilizando água e sabonete neutro, por pelo menos 20 segundos antes de enxaguar, de forma a prevenir a infecção e evitar a transmissão da doença.

Assista o vídeo a seguir sobre como lavar a mão corretamente para prevenir a SRAG:

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Vacina contra síndrome respiratória aguda grave

A vacina VSR é indicada para mulheres grávidas, sendo oferecida pelo SUS, entre as 24 e 36 semanas de gravidez, para proteger o bebê contra a síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus sincicial respiratório.

Já em clínicas particulares, a vacina VSR também pode ser tomada por adultos com mais de 18 anos e idosos.

Essa vacina VSR deve ser aplicada na gestante e não no bebê.

Leia também: Vacina VSR: para que serve, quando é indicada, tipos, onde tomar (e doses) tuasaude.com/vacina-vsr

Além disso, outra vacina que pode ajudar a prevenir complicações da síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus Influenza A e B é a vacina da gripe, indicada para adultos ou bebês com mais de 6 meses. Saiba mais sobre a vacina da gripe.

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