Tosse seca persistente: 6 principais causas e o que fazer

A tosse seca persistente, que normalmente piora de noite, apesar de ter diversas causas, é mais comum devido a alguma reação alérgica e, neste caso, o melhor a fazer é combater a alergia, com o uso de um remédio anti-histamínico, como a Loratadina, por exemplo. Além disso, deve-se descobrir a causa da alergia e evitar a exposição a essa causa.

No entanto, existem outras causas que também podem provocar tosse persistente, principalmente a exposição a poluição, o uso de cigarro ou a existência de algum problema cardíaco ou respiratório.

Assim, se a tosse continuar por mais de 1 semana, se piorar ou se for acompanhada de outros sinais como catarro espesso, presença de sangue, febre ou dificuldade para respirar, é muito importante ir ao hospital ou consultar um pneumologista, um médico de família ou um clínico geral, para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

Tosse seca persistente: 6 principais causas e o que fazer

As causas mais comuns da tosse seca persistente são:

1. Alergia respiratória

A alergia à poeira, pelo de animais domésticos ou pólen das flores, provoca irritação na garganta, fazendo com que ocorra tosse até que a causa da alergia respiratória seja identificada e eliminada. Este tipo de tosse é mais comum na primavera ou no outono.

O que fazer: É fundamental identificar a causa da alergia, pois assim é possível evitar novas crises alérgicas. Além disso, pode-se fazer uso de medicamentos anti-histamínicos para aliviar os sintomas.

2. Cigarro e poluição

O uso de cigarro ou a exposição à fumaça ou a qualquer tipo de poluição ambiental, podem causar irritação na garganta, podendo também estimular o reflexo da tosse, que tende a ser seca e bastante persistente.

O que fazer: Nesse caso é recomendado evitar esse tipo de exposição, bem como evitar fumar. Dessa forma é possível evitar a irritação da garganta, a tosse e o desenvolvimento de outros problemas de saúde decorrente da exposição frequente e/ou prolongada à fumaça ou poluição.

3. Asma

A asma é um problema respiratório que provoca uma inflamação crônica dos pulmões, que, além de tosse seca, resulta em sintomas como falta de ar, chiado ao respirar e sensação de pressão no peito.

O que fazer: É importante seguir o tratamento indicado pelo médico, que envolve o uso de remédios inalatórios que promovem a dilatação dos brônquios, facilitando a respiração e aliviando os sintomas. Além disso, é importante identificar o fator responsável por desencadear a crise de asma, pois dessa forma é possível evitar novas crises. Veja mais detalhes do tratamento para asma.

4. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico também pode causar tosse seca após a ingestão de alimentos apimentados ou muito ácidos, devido à subida do ácido do estômago até ao esôfago. Além da tosse, outros sintomas podem incluir sensação de bolo na garganta, azia e má digestão. Conheça mais sobre refluxo gastroesofágico.

O que fazer: Para aliviar a tosse e os outros sintomas de refluxo, é importante ter uma alimentação leve e pobre em alimentos gordurosos, além de também poder ser indicado pelo médico o uso de medicamentos que promovem a diminuição ou neutralização da quantidade de ácido no estômago.

5. Problemas cardíacos

Algumas alterações cardíacas, principalmente a insuficiência cardíaca, podem provocar um acúmulo de líquido nos pulmões, o que faz com que a pessoa sinta vontade frequente para tossir. Além da tosse, pode haver dor no peito, falta de ar no repouso, inchaço na perna e nos pés, e cansaço frequente. Saiba reconhecer outros sintomas de problemas cardíacos.

O que fazer: Nesses casos, é importante que o cardiologista seja consultado para que sejam feitos exames que permitam identificar a causa da tosse seca e, assim, iniciar o tratamento mais adequado não só para aliviar a tosse, mas também para tratar a alteração cardíaca.

6. COVID-19

A COVID-19 é uma infecção respiratória que também pode causar tosse seca e persistente, além de dificuldade para respirar, coriza ou nariz entupido, febre acima de 38ºC e cansaço generalizado devido ao comprometimento dos pulmões. Faça o nosso teste de sintomas para saber o risco de estar com COVID-19.

O que fazer: Em caso de suspeita de COVID-19 é importante realizar o teste rápido e/ou o teste de PCR para COVID-19 para confirmar a infecção e ficar em isolamento para evitar a transmissão para outras pessoas. Além disso, é importante ficar em repouso e ter uma alimentação mais leve. Nos casos em que há dificuldade para respirar, é importante se dirigir para o hospital para que seja feita um raio-X de tórax e avaliar a necessidade de internamento. Confira mais detalhes do tratamento para COVID-19.

Como tratar a tosse persistente

O tratamento para a tosse seca persistente deve ser direcionado para solucionar a sua causa. No caso de tosse seca de causa alérgica, além do uso dos medicamentos receitados pelo médico, é importante:

  • Beber, no mínimo, 1,5 litros de água por dia, porque a água ajuda a manter as vias aéreas hidratadas e diminui a irritação da garganta;
  • Tomar 1 colher de sopa de xarope de cenoura ou de orégano cerca de 3 vezes por dia. Estes xaropes possuem propriedades antitússicas, diminuindo os acessos de tosse. Veja como fazer estes xaropes
  • Beber 1 xícara de chá de hortelã, cerca de 3 vezes por dia. A hortelã tem ação tranquilizante, antitússica, mucolítica, expectorante e descongestionante, ajudando a aliviar a tosse. Para fazer o chá basta adicionar 1 colher de chá de folhas secas ou frescas de hortelã em uma xícara de água fervente e deixar repousar por 5 minutos, coar e beber a seguir;
  • Tomar remédio para tosse seca persistente sob orientação médica, como o Vibral, Notuss, Antuss ou Hytos Plus, por exemplo;
  • Evitar a poeira dentro de casa, já que o contato com animais e a fumaça do cigarro podem ser as causadoras da tosse seca persistente.

Casos de tosse seca persistente por mais de 1 semana, merecem mais atenção, especialmente se o indivíduo tiver asma, bronquite, rinite ou qualquer outra doença respiratória crônica. Ela pode significar uma piora do quadro e a necessidade de tomar medicamentos anti-histamínicos ou corticoides.

Esta informação foi útil?
Mais sobre este assunto: