Peeling químico: o que é, para que serve, como é feito, tipos (e cuidados)

Peeling químico é um tratamento estético indicado para o rejuvenescimento facial, pois ajuda a suavizar ou eliminar rugas ou linhas de expressão, além de manchas na pele.

Isso porque esse tipo de peeling é feito com a aplicação de ácidos que promovem a esfoliação das camadas mais superficiais da pele, estimulando a produção de colágeno e a remodelação dos tecidos.

Leia também: Peeling: o que é, para que serve, tipos, como é feito e riscos tuasaude.com/peeling

O peeling químico é feito pelo dermatologista, no consultório ou no hospital, pois pode ser superficial, médio ou profundo, de acordo com as características da pele e objetivo do tratamento.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O peeling químico é indicado para:

  • Rugas e linhas de expressão;
  • Manchas escuras na pele, melasma ou sardas;
  • Poros dilatados;
  • Acne vulgar ou cicatrizes de acne;
  • Rosácea ou lentigo;
  • Ceratose sebácea ou ceratose actínica.

Além disso, o peeling químico pode ser indicado para a pseudofoliculite barbae, que é o surgimento de pelos encravados na barba.

A realização do peeling químico deve ser discutido com o dermatologista, já que dependendo do que se deseja, outros tipos de peeling ou procedimentos estéticos podem ser recomendados.

Leia também: 10 opções de tratamento para rugas tuasaude.com/tratamento-para-rugas

Se deseja fazer o peeling químico, marque uma consulta com o dermatologista na região mais próxima de você:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Peeling químico no rosto

O peeling químico no rosto normalmente é feito para promover o rejuvenescimento facial, pois promove a. produção de colágeno eliminando ou suavizando rugas ou linhas de expressão, dando um aspecto mais jovem.

Além disso, o peeling químico facial também ajuda a eliminar manchas escuras da pele do rosto e cicatrizes de acne, por exemplo.

Leia também: Rejuvenescimento: o que é, tratamentos e cuidados diários tuasaude.com/rejuvenescimento

Como deve ser o preparo

O preparo para o peeling químico, geralmente, se inicia 2 a 4 semanas antes do procedimento, com o uso de cremes indicados pelo médico para deixar a pele mais fina, alcançando melhores resultados.

Além disso, o médico pode recomendar o uso de antivirais para pessoas com histórico de herpes labial, para prevenir o desenvolvimento de crises de herpes.

É importante também aplicar o protetor solar indicado pelo dermatologista antes e após o peeling químico.

No dia do procedimento, é recomendado não aplicar maquiagem no rosto e apensa lavar com água e sabonete neutro.

Como é feito

Os peelings químicos são feitos pelo dermatologista no consultório, mas também pode ser feito no hospital com anestesia geral ou sedação, no caso de peeling mais profundo.

Para realizar o peeling químico, o médico deve seguira alguns passos:

  1. Solicitar a pessoa para colocar a touca descartável;
  2. Limpar a pele com antissépticos;
  3. Colocar o ácido em um recipiente de vidro limpo e seco;
  4. Solicitar a pessoa que feche os olhos, podendo também ser colocada uma gaze estéril sobre os olhos fechados;
  5. Aplicar o ácido na pele, com um pincel, gaze ou espátula;
  6. Deixar o ácido agir na pele por alguns minutos;
  7. Neutralizar o ácido da pele, passando uma gaze estéril umedecida com soro fisiológico ou solução de bicarbonato de sódio a 5%, dependendo do tipo de ácido utilizado.

Após terminar o procedimento, a pessoa pode ir para casa, devendo permanecer algumas horas no hospital em observação caso tenha sido aplicada anestesia ou sedação.

Tipos de peeling químico

O peeling químico é classificado em diferentes tipos de acordo com a profundidade com que penetram na pele, sendo os principais:

1. Peeling químico superficial

O peeling químico superficial remove a camada mais externa da pele, sendo ótimo para clarear manchas e retirar marcas de acne ou rugas superficiais.

Ácidos utilizados: ácido glicólico, ácido salicílico ou ácido retinoico, Também pode ser utilizado o ácido tricloroacético (ATA) na concentração de 10% a 20%.

2. Peeling químico médio

O peeling químico médio remove a camada externa e média da pele, sendo utilizado para tratar acne e rugas mais profundas.

Ácidos utilizados: ácido tricloroacético na concentração de 20% a 35%, ácido glicólico a 70% ou solução de Jessner.

3. Peeling químico profundo

O peeling químico profundo remove as camadas de pele até ao nível interno, sendo recomendado para casos de pele danificada pelo sol e outras cicatrizes, como as de acne ou acidentes.

Geralmente, esse tipo de peeling é contraindicado para pessoas com pele morena, morena escura ou negra, devido ao maior risco de manchas na pele, cicatrizes ou queloide.

Ácidos utilizados: ácido tricloroacético na concentração de 50%, ácido crotônico (cróton) ou fenol. No entanto, o fenol é proibido pela Anvisa. 

Leia também: Peeling de fenol: o que é, para que serve, como é feito e riscos tuasaude.com/peeling-de-fenol

Resultados do peeling químico

Os resultados do peeling químico superficial ou médio podem ser vistos à partir da segunda sessão de tratamento.

Já no caso do peeling químico profundo, os resultados podem ser observados após uma única sessão.

No entanto, os resultados de qualquer tipo de peeling não são permanentes, pois não impedem o processo de envelhecimento natural da pele.

Leia também: Peeling de diamante: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/peeling-de-diamante

Como é a recuperação

Após o peeling químico a pele fica muito sensível, avermelhada, inchada e com tendência a descamar, podendo ser recomendado pelo médico aplicar compressas frias para aliviar o desconforto.

No caso do peeling químico profundo, também podem surgir bolhas ou crostas na pele.

Leia também: Peeling de cróton: o que é, para que serve, como é feito e riscos tuasaude.com/peeling-de-croton

Cuidados pós peeling químico

Após o peeling químico, é importante ter alguns cuidados, como:

  • Não cutucar, esfregar ou esfoliar a pele;
  • Não puxar a pele descamando ou as crostas e não estourar bolhas;
  • Lavar o rosto com água fria, de manhã e à noite;
  • Usar sabonetes suaves e sem cheiro recomendados pelo médico;
  • Aplicar os cremes hidratantes indicados pelo dermatologista;
  • Passar protetor solar, com no mínimo FPS 30, mesmo em dias nublados e reaplicar a cada 2 a 4 horas.

Além disso, deve-se evitar a exposição ao sol, mesmo com o uso do protetor solar, e evitar também atividades físicas pelo tempo recomendado pelo médico, de acordo com o tipo de peeling químico realizado.

Leia também: Peeling de cristal: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/peeling-de-cristal

Possíveis complicações

O peeling químico pode causar complicações como bolhas ou crostas na pele, manchas escuras ou claras, cicatrizes, queloides ou infecções por bactérias, vírus ou fungos.

Além disso, como são usados ácidos, também podem ocorrer reações alérgicas graves ou choque anafilático, arritmias ou danos no fígado ou rins. Saiba identificar os sintomas de choque anafilático.

Para evitar complicações do peeling químico, é importante fazer com um dermatologista, no consultório ou no hospital, dependendo do tipo de peeling.

Isso porque o atendimento de complicações graves é imediato, já que possuem aparelhos e medicamentos para reverter qualquer situação que coloque a vida em risco.

Quem não deve fazer

O peeling químico é contraindicado para:

  • Crianças e adolescentes;
  • Infecções ativas, feridas ou machucados na pele a ser tratada;
  • Histórico de reação alérgica à peelings realizados anteriormente;
  • Alergia aos ácidos utilizados para fazer o peeling;
  • Tratamento com isotretinoína nos últimos 6 meses;
  • Cirurgia facial recente.

Além disso, o peeling químico é contraindicado para grávidas ou lactantes, ou pessoas com psoríase, doenças do tecido conjuntivo ou dermatite atópica.

O peeling químico também não deve ser feito em pessoas com diabetes descontrolada, que usam corticoides diariamente, têm o hábito de fumar, má cicatrização da pele ou tendência a queloides.